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Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo busca conscientização para o tratamento

Da redação

Foto: Eduardo Knapp (Divulgação)

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode trazer graves prejuízos à saúde. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o Relatório Global sobre Álcool e Saúde, apontando que o uso nocivo do álcool é responsável por 3 milhões de mortes por ano. Com o objetivo de alertar para os perigos da doença e conscientizar as pessoas, de segunda até esta sexta-feira, é celebrada a Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo.

- O álcool é uma droga depressora. Sua atuação sobre o sistema nervoso central traz, em longo prazo, mudanças de humor, incapacitação para habilidades motoras, tanto quanto dificuldades para dormir, raciocinar e, consequentemente, dificuldades para concentração - relata a psicóloga Maria Odila Finger, professora do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Sobresp.

Segundo o relatório da OMS, mais de 200 doenças e lesões têm como fator causal o uso excessivo do álcool (leia mais abaixo), como cirrose hepática, alguns tipos de câncer, transtornos mentais e comportamentais, e doenças infecciosas causadas indiretamente pelo álcool, como tuberculose e Aids.

- Comumente, a pessoa com essa doença sofre grandes impactos em sua vida pessoal, social e profissional. Afeta, também, a vida das pessoas ao seu redor, levando o alcoolista ao isolamento, à ansiedade e à depressão severa. Deve-se procurar ajuda a partir do momento em que o álcool começar a atrapalhar a vida do sujeito, em que deixa de trabalhar, divertir-se e viver com a família.

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Conforme Maria Odila, o tratamento deve incluir não somente a recuperação da saúde física, mas, também, emocional e psíquica, em que a pessoa busque esse auxílio com profissionais adequados que irão ajudar na mudança de comportamento e pensamento, fazendo com que ela perceba que o álcool é um elemento desnecessário para que encontre seu bem-estar.

- O tratamento ideal seria o combinado, ou seja, medicamentoso, para tratar a dependência física, e tratamento psicológico, incluindo individual e, em alguns casos, terapia familiar - alerta a especialista.

EM SANTA MARIA
Em Santa Maria, a prefeitura esclarece que há duas formas para o acolhimento às pessoas que têm problemas com alcoolismo

  • Unidade Básicas de Saúde (UBS) de referência da sua região ou Estratégia Saúde da Família (ESF) - Após atendimento e avaliação, o paciente é encaminhado para aos Caps
  • Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que seja referência para a região onde a pessoa mora. Há dois Caps especializados no tratamento do alcoolismo: o Caps AD II Caminhos do Sol (Rua Euclides da Cunha, 1.695, telefones 55-3921-7144 e 3921-7281) e o Caps AD II Cia do Recomeço (Rua General Neto, 579, telefone 55-3921-1099)

O QUE DIZ O RELATÓRIO

  • Em todo o mundo, 3 milhões de mortes por ano resultam do uso nocivo do álcool, representando 5,3% de todas as mortes
  • O uso nocivo de álcool é um fator causal para mais de 200 doenças e lesões
  • Em geral, 5,1% da carga mundial de doenças e lesões é atribuída ao consumo de álcool
  • O consumo de álcool causa morte e incapacidade relativamente cedo na vida. Na faixa etária de 20 a 39 anos, aproximadamente 13,5% das mortes são atribuíveis ao álcool
  • Existe uma relação causal entre o uso nocivo do álcool e uma série de transtornos mentais e comportamentais, além de doenças não transmissíveis e lesões
  • Foram estabelecidas, recentemente, relações causais entre o consumo nocivo do álcool e a incidência de doenças infecciosas, tais como tuberculose e HIV/Aids
  • Além das consequências para a saúde, o uso nocivo do álcool provoca perdas sociais e econômicas significativas para os indivíduos e para a sociedade em geral
  • O consumo de álcool por mulheres grávidas pode causar síndrome fetal do álcool e complicações no parto prematuro. O álcool foi o 7º principal fator de risco para mortes prematuras e incapacitação do mundo
  • No Brasil, 4,2% da população sofre com transtornos relacionados ao uso de álcool (abuso ou dependência), afetando 6,9% dos homens e 1,6% das mulheres
  • Em relação ao desenvolvimento de outras doenças, no Brasil, o álcool esteve associado, respectivamente entre homens e mulheres, a 69,5% e 42,6% dos índices de cirrose hepática, 36,7% e 23% dos acidentes de trânsito e 8,7% e 2,2% dos índices de câncer em 2016

Fonte: Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS)

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